A Netflix planeja redesenhar seu aplicativo móvel e expandir seus recursos de vídeos curtos, alinhando-se à sua estratégia de aumentar o envolvimento diário e promover novos podcasts de vídeo originais. A empresa anunciou essas iniciativas durante sua teleconferência de resultados do quarto trimestre na terça-feira. O aplicativo móvel atualizado, com lançamento previsto para o final de 2026, visa “servir melhor à expansão de nossos negócios na próxima década”, de acordo com o co-CEO Greg Peters. O redesenho estabelece uma base para experimentação contínua, permitindo à Netflix “iterar, testar, evoluir e melhorar” suas ofertas. No centro do redesenho está a integração aprimorada de feeds de vídeo verticais, um recurso que a Netflix vem experimentando desde maio. Esses feeds apresentam clipes curtos de programas e filmes da Netflix, espelhando formatos usados por plataformas como TikTok e Instagram Reels. “Você pode nos imaginar trazendo mais clipes baseados em novos tipos de conteúdo, como podcasts de vídeo”, disse Peters, indicando que clipes curtos chamarão a atenção e aumentarão o tempo no aplicativo. A Netflix também priorizou os podcasts de vídeo, setor onde o YouTube liderou. A empresa estreou seus podcasts de vídeo originais na semana anterior, apresentando programas com personalidades como Pete Davidson e Michael Irvin. Além disso, a Netflix fez parceria com provedores de podcast estabelecidos, incluindo Spotify e iHeartMedia, para integrar suas bibliotecas de podcast de vídeo. Esses desenvolvimentos visam tornar a descoberta de conteúdo e o envolvimento diário na Netflix mais parecidos com uma plataforma social. A CTO Elizabeth Stone enfatizou na conferência TechCrunch Disrupt 2025 que a Netflix busca aprimorar a descoberta de entretenimento por meio de recursos mobile-first, e não para emular o TikTok. Durante a teleconferência de resultados, o co-CEO Ted Sarandos observou a mudança mais ampla da indústria de streaming, onde os serviços competem não apenas entre si, mas com todo o setor de entretenimento. “Nunca houve tanta competição pelos criadores, pela atenção do consumidor, pelos dólares de publicidade e assinaturas, as linhas competitivas em torno do consumo de televisão já estão a confundir-se”, disse Sarandos, destacando a natureza evolutiva do consumo de televisão. Sarandos também fez referência à estratégia cinematográfica da Netflix, incluindo mudanças recentes nos modelos de lançamento nos cinemas enquanto se prepara para adquirir a Warner Bros. Isto indica uma adoção de modelos de distribuição híbridos em meio às fronteiras indefinidas entre cinema, streaming e conteúdo social. Em 2025, a Netflix relatou receitas de US$ 45,2 bilhões, com receitas publicitárias superiores a US$ 1,5 bilhão. A empresa também ultrapassou 325 milhões de assinaturas pagas durante o quarto trimestre.





