A administração Biden, através da secretária de Comércio, Gina Raimondo, está envolvida em intrincadas discussões com a Nvidia Corp sobre as vendas de chips de inteligência artificial para a China. Embora os EUA permitam a venda de Chips de IA para fins comerciais, restringe firmemente a exportação dos semicondutores mais avançados para empresas chinesas.
O ato de equilíbrio: comércio versus controle
Os EUA pretendem manter um equilíbrio delicado entre permitir que a Nvidia se envolva em atividades comerciais e impedir a transferência de tecnologia que possa dar à China uma vantagem significativa em IA. Raimondo alertou as empresas de chips contra contornar os controles de exportação projetando chips que ficam abaixo do limite regulatório, enfatizando que tais tentativas serão prontamente controladas.
A Nvidia, com sede em Santa Clara, Califórnia, está atualmente desenvolvendo chips específicos para o mercado chinês que atendem às diretrizes mais rígidas anunciadas pelo Departamento de Comércio dos EUA. A empresa expressou seu compromisso em trabalhar com o governo dos EUA e garantir que seus novos chips para a China cumpram as restrições de exportação.
China critica, mas EUA estão vigilantes na exportação de tecnologia
Raimondo, em entrevista recente, enfatizou a delicadeza dessas negociações. “O que não podemos permitir que eles enviem são os chips de IA mais sofisticados e com maior poder de processamento, que permitiriam à China treinar os seus modelos de fronteira”, afirmou ela. Esta posição destaca a preocupação dos EUA em manter uma vantagem tecnológica, particularmente em domínios com implicações significativas para a segurança nacional.
A Nvidia, liderada pelo CEO Jensen Huang, demonstrou uma abordagem proativa no cumprimento das regulamentações dos EUA. “Não queremos quebrar as regras. Diga-nos as regras, trabalharemos com você”, citou Huang, sinalizando o compromisso da empresa com a conformidade. A Nvidia se recusou a comentar mais, mas Huang mencionou anteriormente que a empresa está trabalhando em estreita colaboração com o governo dos EUA para garantir que os novos chips para o mercado chinês estejam em conformidade com as restrições à exportação.
Os EUA reforçaram os controles de exportação, levando a Nvidia a desenvolver chips específicos para a China que cumpram essas novas regulamentações. Esta medida é uma resposta direta às rigorosas diretrizes dos EUA, com Raimondo alertando as empresas de chips contra tentativas de contornar esses controles. “Se você redesenhar um chip em torno de uma linha de corte específica que lhes permita fazer IA, vou controlá-lo no dia seguinte”, declarou ela em um fórum recente na Califórnia, ressaltando a seriedade da posição dos EUA.
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, criticou as ações dos EUA, argumentando que elas “minam os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas e não conduzirão à estabilidade das cadeias de abastecimento globais e industriais”. Esta declaração reflete as tensões geopolíticas mais amplas e o impacto das políticas dos EUA nas relações comerciais internacionais.
O Departamento de Comércio, embora não comente diretamente sobre os novos chips da Nvidia, reiterou seu compromisso de atualizar continuamente as regras para responder às ameaças em evolução. Esta abordagem indica uma estratégia dinâmica e reativa dos EUA para lidar com os avanços tecnológicos e as suas potenciais implicações para a segurança nacional.